quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Carta Aberta....


Boa Noite,
Sou um jovem, 34 anos, natural de Pedrógão Pequeno, na Beira Baixa e actualmente a residir no Montijo.
Todos temos consciência que vivemos um clima de austeridade, para mim o pior que me lembro, talvez na história existam poucos relatos de situações semelhantes à que vivemos actualmente, muito devido à conjuntura global e outros factores que também se tornaram uma novidade nesta crise, existência de moeda única, comunidade europeia, etc... No fundo o cerco instalado pelo exterior!
Somos um povo de brandos costumes e que facilmente nos acomodamos ao que temos, portanto eternamente insatisfeitos, mas conformados com os dias que vivemos...
Não me revejo neste povo, mas também tenho consciência que não sou capaz de mudar o mundo...
Neste momento e pela primeira vez na minha carreira, sou licenciado em engenharia eletrotécnica, encontro-me em situação de desemprego, por insolvência da empresa onde trabalhava.

Tenho espírito empreendor, já saí do País para trabalhar, não por necessidade, mas por espírito de aventura e ambicionei ao regressar, criar o meu próprio negócio, deixei-me ficar mais um ano a trabalhar e agora que seria a minha grande oportunidade, deparo-me com o actual cenário... Um cenário dantesco, onde todas as ideias que surgem parecem atormentadas pelo síndrome da crise.... O que fazer? Questiono-me todos os dias e a resposta teima em surgir...
Exemplo da imaginação posta em prática são os últimos meses do Futre, principalmente desde a famosa conferência de imprensa do chinês e os frutos da mesma a serem colhidos.

Não pude deixar de ter a curiosidade de assistir na TV à primeira transmissão do programa "Noite do Futrebol".
Surpreendeu-me principalmente a tentativa de ajuda a desempregados, neste país, que são umas boas dezenas de milhar. E parece que já teve resultados!

No caso dos comuns mortais, como eu,  o segredo do sucesso, está menos visível, pois os contactos são menos, as aparições publicas quase impossíveis, não tenho qualquer filiação partidária e as grandes oportunidades andam escondidas...
E agora? Num País recheado de medos, sem saídas profissionais, sem incentivos para criação de empresas, o que fazer?

Fugir não é a solução, ficar é lutar contra a precaridade...
A crise poderá ser uma grande oportunidade para novos projectos, não me surge nenhuma "ideia luminosa"...  Será que está mesmo debaixo dos meus olhos e eu não a consigo ver?

FR