"QUANDO ERA MAIS NOVO, DANÇAVA A POLCA COM A MORTE. Era bombeiro e tocava clarinete na Banda, mas o que eu mais fazia era oferecer-me para transportar o caixão aos ombros sempre que algum associado nosso falecia. Fiz isto vezes sem conto, até que comecei a notar o cheiro dos cemitérios. Um cheiro atordoante que me fez desistir. Dei por terminada essa dança porque, afinal, a morte tem cheiro. Um cheiro insuportável.
Ninguém em minha casa fala da morte, mas todos vivemos debaixo do seu espectro. Antes de eu nascer, a minha irmã, Ana Paula, de 7 anos, faleceu num acidente de automóvel. Ao volante ia o meu tio, Fernando José, que também morreu. Sobreviveram o meu avô e a minha mãe. Sobre o caso, pouco mais sei, porque em casa não se fala disso.
Quando eu nasci, porque sou homem, fiquei com o nome do meu tio. A seguir nasceu outra irmã minha. Queriam pôr-lhe o nome de Ana Paula, mas fui eu que não deixei: gostava da minha prima Margarida, e ela ficou Ana Margarida. Sem me dar conta, dei-lhe alguma liberdade. A propósito, a Margarida é filha do meu falecido tio. Ele tinha casado oito dias antes do acidente. A mulher já estava grávida, e assim nasceu a Margarida. Mãe e filha foram viver para a montanha. Gosto muito delas, mas temos pouca convivência. Quando estou com elas aperta-se-me a garganta e não conseguimos falar. Acho que todos pensamos no mesmo, mas ficamos pelo silêncio. Existe um tabu que mais adensa o mistério do falecido. Falar do meu tio, só o faço com uma das irmãs dele que vivia em África por altura do acidente. É a minha melhor amiga, e longas noites passámos a viver a memória do nosso herói.
Fiquei por ela a saber que o meu tio, de quem herdei o nome, era o único licenciado na família. Era Engenheiro e grande apaixonado pelos automóveis, então em expansão. Partilhava essa paixão com o seu pai, meu avô, de quem era o filho querido. Gostava das coisas boas da vida e adorava as velocidades. No dia fatídico, ele e o meu avô tinham inventado uma afinação especial do carro para correr mais veloz. Foi, de facto, tão veloz, que na primeira curva levantou voo. O meu tio e a minha irmã serviram de trem de aterragem.
Como vêem, por mim, até faço graça com o tema. É um privilégio que eu tenho porque, no fim de contas, nunca cheguei a conhecê-los. E, em boa verdade, estou mais interessado nessa personalidade fascinante que era o meu tio, de quem herdei o nome. E não foi só o nome. Estou a acabar Engenharia e em breve serei, de novo, o único licenciado da família. Tal como o meu tio, sou apaixonado por automóveis. Tal como ele, sou bastante popular e não me custa fazer amizades. Ele fazia de tudo. Liderava um clube desportivo, treinava as equipas, transportava-as de terra em terra. Eu também fiz muita coisa na minha juventude, agora estou um pouco mais sossegado. Tenho uma namorada mais ao menos certa mas, tanto quanto saiba, ainda não fiz nenhum filho.
Estou a chegar aos 27 anos, que era a idade do meu tio quando morreu. Fujo de pensar nisso, só não sei se os meus pais, no seu inexprimível pensamento, também o pensam. Às vezes, pelo olhar, parece-me que sim. Então assusto-me e dou por mim a protelar o meu destino: está a custar-me acabar o curso, sobre filhos, todo o cuidado é pouco, evito casar-me, não ando pelas estradas a transportar gente. Vou dormindo... Só que nos sonhos aparecem crianças aos gritos, despistes, latas amolgadas, cemitérios, às vezes um grande vazio a terminar uma sinfonia que mal se iniciou.
Não acredito no destino, mas parece-me estar a ser vitima dele. Foi por causa do nome que me deram para que o tempo voltasse atrás? Foi por causa da dor silenciosa dos meus pais? Não teria sido mais simples se me contassem toda a história? Estou hoje a contá-la e, com aquilo que conto, sinto-me liberto. Posso até ficcionar, contar uma história diferente, ou mesmo várias histórias sem que se possa saber qual é a verdadeira. Parece-me que, assim, posso ser senhor de mim próprio e escolher o meu destino. As palavras que eu organizo e reorganizo podem mudar-me, e permitem que eu, ao escolhê-las, me escolha a mim próprio.
Mas devo reconhecer que existem linguagens mais poderosas que as palavras. Sobretudo se nos são transmitidas por dores, desejos, expectativas ou mesmo receios bem sentidos pelos outros mas que não conseguimos decifrar na totalidade nem as conseguimos reproduzir. Foi assim comigo até agora. Mas hoje, dono destas palavras, a bola do destino passa para as minhas mãos. Sou eu que a vou jogar."
J.L. Pio Abreu
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
"Pedrógão Pequeno. Que futuro?"
Em mais uma das minhas frequentes visitas a Pedrógão Pequeno, decidi fazer um passeio pedestre pelos locais que considero de maior beleza nos arredores da Vila.
Comecei por sair do Mercado Municipal, o que considero ser o cartão de visita da Vila, desci até ao Moinho das Freiras, passei no túnel e atravessei a tão conhecida levada até à Ponte Filipina, daí subi até à EN2, começando de novo a descer fui até a Barragem do Cabril, depois de uma paragem para retemperar forças, de novo uma subida, desta vez até ao Monte de N.ª Sr.ª da Confiança, subindo a estrada da pedreira. Chegado ao destino aproveitei, mais uma vez, para admirar as paisagens que de lá se avistam.
Depois deste passeio que descrevi consegui finalmente perceber a razão de os lideres da freguesia não terem vontade de a divulgar e terei, infelizmente, de lhes dar razão.
Divulgar para quê?
Quem cá vem pela primeira, poucas razões terá para cá voltar, ou então encantou-se pelas paisagens.
O Cartão de Visita, Mercado Municipal, tem os jardins descuidados e mais parecem um matagal, a estrada do Moinho das Freiras está degradada, vitima da falta de limpeza de bermas e queda de barreiras que se mantêm há vários meses na zona de circulação, chegados á beira Zêzere deparamo-nos com parques de merendas abandonados, invadidos pela vegetação e com os trilhos criados quase intransitáveis, a histórica levada está intransitável, tal é o estado de degradação e a estrada da Ponte Filipina merecia estar melhor conservada.
Bem sei que não é da responsabilidade da Freguesia, mas nada como alertar quem de direito para que os passeios da EN2 até à Barragem do Cabril sejam limpos. A Estrada da Pedreira foi deixada ao abandono e torna-se difícil circular nela, chegados ao Monte de N.ª Sr.ª da Confiança deparamo-nos com os parques de merendas existentes deixados a mercê da natureza e mais uma vez com um empreendimento turístico abandonado, felizmente que até agora não foi vandalizado, como já aconteceu no passado.
Concordo quando dizem que o futuro de Pedrógão Pequeno possa passar pelo Turismo, iria mais longe, o futuro deste País terá de passar pelo Turismo, mas há que saber aproveitar as potencialidades que temos, há que cativar as pessoas a virem, visitarem, ficarem agradados, regressarem e aconselharem outros a vir.
Tudo isto só será possível se forem criadas condições, não basta estarmos à espera que nos venham visitar só porque temos os recursos naturais.
Para que o turismo se desenvolva, temos de preservar o que temos e usar a imaginação para poder ir mais longe. Ou será que vamos passar a vida a sonhar que uma multi-nacional se venha instalar na nossa região?
Resta-me deixar um apelo aos Autarcas e Empreendedores do Concelho e indo mais longe a quem de direito no Governo: “SALVEM O HOTEL VARANDAS DO ZEZERE”.
FJRei
Comecei por sair do Mercado Municipal, o que considero ser o cartão de visita da Vila, desci até ao Moinho das Freiras, passei no túnel e atravessei a tão conhecida levada até à Ponte Filipina, daí subi até à EN2, começando de novo a descer fui até a Barragem do Cabril, depois de uma paragem para retemperar forças, de novo uma subida, desta vez até ao Monte de N.ª Sr.ª da Confiança, subindo a estrada da pedreira. Chegado ao destino aproveitei, mais uma vez, para admirar as paisagens que de lá se avistam.
Depois deste passeio que descrevi consegui finalmente perceber a razão de os lideres da freguesia não terem vontade de a divulgar e terei, infelizmente, de lhes dar razão.
Divulgar para quê?
Quem cá vem pela primeira, poucas razões terá para cá voltar, ou então encantou-se pelas paisagens.
O Cartão de Visita, Mercado Municipal, tem os jardins descuidados e mais parecem um matagal, a estrada do Moinho das Freiras está degradada, vitima da falta de limpeza de bermas e queda de barreiras que se mantêm há vários meses na zona de circulação, chegados á beira Zêzere deparamo-nos com parques de merendas abandonados, invadidos pela vegetação e com os trilhos criados quase intransitáveis, a histórica levada está intransitável, tal é o estado de degradação e a estrada da Ponte Filipina merecia estar melhor conservada.
Bem sei que não é da responsabilidade da Freguesia, mas nada como alertar quem de direito para que os passeios da EN2 até à Barragem do Cabril sejam limpos. A Estrada da Pedreira foi deixada ao abandono e torna-se difícil circular nela, chegados ao Monte de N.ª Sr.ª da Confiança deparamo-nos com os parques de merendas existentes deixados a mercê da natureza e mais uma vez com um empreendimento turístico abandonado, felizmente que até agora não foi vandalizado, como já aconteceu no passado.
Concordo quando dizem que o futuro de Pedrógão Pequeno possa passar pelo Turismo, iria mais longe, o futuro deste País terá de passar pelo Turismo, mas há que saber aproveitar as potencialidades que temos, há que cativar as pessoas a virem, visitarem, ficarem agradados, regressarem e aconselharem outros a vir.
Tudo isto só será possível se forem criadas condições, não basta estarmos à espera que nos venham visitar só porque temos os recursos naturais.
Para que o turismo se desenvolva, temos de preservar o que temos e usar a imaginação para poder ir mais longe. Ou será que vamos passar a vida a sonhar que uma multi-nacional se venha instalar na nossa região?
Resta-me deixar um apelo aos Autarcas e Empreendedores do Concelho e indo mais longe a quem de direito no Governo: “SALVEM O HOTEL VARANDAS DO ZEZERE”.
FJRei
"O CEMITÉRIO"
Num passado recente, foi por mim apresentada, na qualidade de Vogal da Assembleia de Freguesia de Pedrógão Pequeno, a proposta que passo a transcrever.
“O cemitério de Pedrógão Pequeno, não obstante o fim a que se destina, trata-se de mais um ex-líbris da nossa Vila, reconhecido por todos nós e especialmente, por quem nos visita.
A sua localização e, essencialmente, a sua arquitectura, tornaram-no uma referência positiva para todos. Podemos já considerá-lo, tal a sua imponência, um autêntico monumento que urge preservar.
No seu interior, as coisas já assim não se passam. O caos instalou-se com a falta de controlo na venda de campas. Por isso, é fácil ver ocupações indevidas de terrenos quando a Junta de Freguesia apenas vende uma área, sendo esta alterada por excesso. É constante o desordenamento das campas. Não se vê uma lógica na sua orientação. Os passeios interiores não existem em certas zonas, o que provoca termos de andar em cima das campas.
Este estado de coisas foi fruto da falta de gestão por parte das últimas Juntas de Freguesia, o que nos leva a preocupar com a expansão do mesmo.
Tendo em consideração o que evidenciamos, muito especialmente a arquitectura,
PROPONHO:
- Não alterar as linhas mestras (rectângulo), nem que para tal se tenha de entrar em negociações com terrenos particulares a fim de manter esse traçado.
- Proceder às obras, se necessárias, para que sejam aproveitados os socalcos de acesso, para neles serem instalados covatos. Haverá a preocupação de delimitar esta área para que não possamos incorrer no erro atrás mencionado.”
Neste dia vinte e sete de Abril de dois mil e dois, discutia-se a ampliação do cemitério, duas propostas em cima da mesa, a da Junta de Freguesia e a minha, a primeira em nada agradou aos presentes, sugeria que a arquitectura fosse completamente desvirtuada e criado um espaço lateral ao “rectângulo” que delimita a secular e imponente obra erguida na entrada da Vila de Pedrógão Pequeno. Colocadas a discussão, a Junta de Freguesia decide retirar a por eles apresentada, sendo aprovada por UNANIMIDADE a aqui transcrita.
Passaram cerca de quatro anos até que algo fosse feito pelo cemitério, a confusão é total, o ordenamento não existe. Fiquei surpreendido quando numa das minhas frequentes visitas a Pedrógão soube que algo tinha sido feito por aquele espaço e que tinham sido construídos jazigos miniatura ou ossários, mas muito mais surpreendido fiquei quando li na Edição n.º 3703 de “A Comarca da Sertã” que, afinal a nossa Freguesia tinha um “Cemitério Cybernautico”.
Sr. Presidente, seja bem-vindo à hera da Cybernética, mas mais uma vez não podia deixar de o questionar, será que Pedrógão Pequeno está mesmo enquadrado no panorama económico do nosso País? Parece-me que não, pois por cá continua-se a gastar, inventando soluções para o que já existe.
A Assembleia de Freguesia sempre foi considerada por mim o local certo para debate de ideias, o que lamentavelmente não foi possível no ultimo mandato, muito por culpa da falta de responsabilidade de quem não soube encará-la com a seriedade necessária...
Quando não se concorda com o proposto, manifesta-se a opinião, contra-argumenta-se ou apresentam-se novas soluções, aprovar para não concretizar é que não me parece ser o caminho correcto, ainda menos quando a proposta apresentada implica custos reduzidos, comparando com o implementado.
Sr. Presidente agrada-me ler que tenha “andado” pelo espaço Internet de busca em busca e tenha conseguido encontrar uma solução moderna para o cemitério, só lamento que nas suas buscas ainda não consiga encontrar o “site” de Pedrógão Pequeno, pois se bem se lembra, também foi por mim proposto em Assembleia de Freguesia e aprovada a construção do mesmo, disponibilizando-me para o fazer.
Utilizando as palavras do autor que escreveu o artigo da renovação do cemitério “A nossa Freguesia não pára e já se encontra na encruzilhada do futuro”. Divulguem-na e nada melhor que utilizarem a Internet para o fazer.
FJRei
“O cemitério de Pedrógão Pequeno, não obstante o fim a que se destina, trata-se de mais um ex-líbris da nossa Vila, reconhecido por todos nós e especialmente, por quem nos visita.
A sua localização e, essencialmente, a sua arquitectura, tornaram-no uma referência positiva para todos. Podemos já considerá-lo, tal a sua imponência, um autêntico monumento que urge preservar.
No seu interior, as coisas já assim não se passam. O caos instalou-se com a falta de controlo na venda de campas. Por isso, é fácil ver ocupações indevidas de terrenos quando a Junta de Freguesia apenas vende uma área, sendo esta alterada por excesso. É constante o desordenamento das campas. Não se vê uma lógica na sua orientação. Os passeios interiores não existem em certas zonas, o que provoca termos de andar em cima das campas.
Este estado de coisas foi fruto da falta de gestão por parte das últimas Juntas de Freguesia, o que nos leva a preocupar com a expansão do mesmo.
Tendo em consideração o que evidenciamos, muito especialmente a arquitectura,
PROPONHO:
- Não alterar as linhas mestras (rectângulo), nem que para tal se tenha de entrar em negociações com terrenos particulares a fim de manter esse traçado.
- Proceder às obras, se necessárias, para que sejam aproveitados os socalcos de acesso, para neles serem instalados covatos. Haverá a preocupação de delimitar esta área para que não possamos incorrer no erro atrás mencionado.”
Neste dia vinte e sete de Abril de dois mil e dois, discutia-se a ampliação do cemitério, duas propostas em cima da mesa, a da Junta de Freguesia e a minha, a primeira em nada agradou aos presentes, sugeria que a arquitectura fosse completamente desvirtuada e criado um espaço lateral ao “rectângulo” que delimita a secular e imponente obra erguida na entrada da Vila de Pedrógão Pequeno. Colocadas a discussão, a Junta de Freguesia decide retirar a por eles apresentada, sendo aprovada por UNANIMIDADE a aqui transcrita.
Passaram cerca de quatro anos até que algo fosse feito pelo cemitério, a confusão é total, o ordenamento não existe. Fiquei surpreendido quando numa das minhas frequentes visitas a Pedrógão soube que algo tinha sido feito por aquele espaço e que tinham sido construídos jazigos miniatura ou ossários, mas muito mais surpreendido fiquei quando li na Edição n.º 3703 de “A Comarca da Sertã” que, afinal a nossa Freguesia tinha um “Cemitério Cybernautico”.
Sr. Presidente, seja bem-vindo à hera da Cybernética, mas mais uma vez não podia deixar de o questionar, será que Pedrógão Pequeno está mesmo enquadrado no panorama económico do nosso País? Parece-me que não, pois por cá continua-se a gastar, inventando soluções para o que já existe.
A Assembleia de Freguesia sempre foi considerada por mim o local certo para debate de ideias, o que lamentavelmente não foi possível no ultimo mandato, muito por culpa da falta de responsabilidade de quem não soube encará-la com a seriedade necessária...
Quando não se concorda com o proposto, manifesta-se a opinião, contra-argumenta-se ou apresentam-se novas soluções, aprovar para não concretizar é que não me parece ser o caminho correcto, ainda menos quando a proposta apresentada implica custos reduzidos, comparando com o implementado.
Sr. Presidente agrada-me ler que tenha “andado” pelo espaço Internet de busca em busca e tenha conseguido encontrar uma solução moderna para o cemitério, só lamento que nas suas buscas ainda não consiga encontrar o “site” de Pedrógão Pequeno, pois se bem se lembra, também foi por mim proposto em Assembleia de Freguesia e aprovada a construção do mesmo, disponibilizando-me para o fazer.
Utilizando as palavras do autor que escreveu o artigo da renovação do cemitério “A nossa Freguesia não pára e já se encontra na encruzilhada do futuro”. Divulguem-na e nada melhor que utilizarem a Internet para o fazer.
FJRei
"Lenda dos três Presidentes"
Ao ler a entrevista publicada na edição n.º 3694 de “A Comarca da Sertã”, ao líder da Freguesia de Pedrógão Pequeno, ocorreu-me “A Lenda dos três Presidentes”.
“Era uma vez uma Vila que foi “governada” por três Presidentes, o que era, o que não era e o que queria ser.
O que era, foi eleito pelos fregueses, ia desempenhando o seu cargo de forma pacata, dizendo que sim a tudo o que lhe era solicitado e tentando agradar a toda a população.
O que não era, na verdade era, este sim “governava”, tomava decisões, desempenhava todas as funções, embora não tivesse sido eleito.
O que queria ser limitava-se a ser oposição, pena que nem sempre o foi de forma construtiva.
Certo dia, o Presidente que não era, decidiu responder a questões colocadas ao que era de forma megalómana. Todos os que o conheciam e admiravam a sua humildade perceberam que o Presidente que era, afinal não era.
Assim ficou conhecida A Vila dos três Presidentes”
Será que vamos ver feito em Pedrógão Pequeno, nos próximos quatro anos, o que não vimos nos últimos cinquenta?
Sr. Presidente, nós Pedroguenses que conhecemos toda a sua humildade estamos em crer que tamanha utopia nada tem a ver consigo nem com a sua postura política.
A praia fluvial, a piscina, o ancoradouro, o mega-parque de campismo. Será cada um deles um projecto concretizável?
Todos gostaríamos que sim. Há que reflectir, porque não foram concretizados até agora? Será que é possível concretizar um deles nos próximos quatro anos?
O sonho comanda a vida, mas tem limites, não é de bom grado iludir os Pedroguenses, com promessas que tanto o ouvi criticar.
Ou será que se deu o milagre da multiplicação em Pedrógão Pequeno e contrariamente ao cenário do país, onde ainda penso que pertencemos, os cofres por cá estão recheados?
É verdade, Sr. Presidente, nós temos quase todos os recursos naturais em Pedrógão Pequeno, falta-nos o resto. Não basta prometer é necessário concretizar.
Gostei da sua preocupação com os idosos, afinal são eles a maioria dos habitantes da nossa Freguesia. Não seria conveniente também preocupar-se com os jovens? E as colectividades que tanto dão em proveito da juventude e população pedroguense terão ficado esquecidas para os próximos quatro anos?
Sr. Presidente muito haveria a comentar sobre esta UTOPIA, mas deixe que lhe dê um conselho, embora bem mais novo e não tão presente como gostaria na Freguesia em que tanto me orgulho ter nascido, os pedroguenses já estão a alimentar sonhos há tantos anos, que querem ver trabalho e obra erguida. Não basta o “Programa Aldeias do Xisto”, há que trazer gente, fixar jovens e divulgar PEDRÓGÃO PEQUENO.
FJRei
“Era uma vez uma Vila que foi “governada” por três Presidentes, o que era, o que não era e o que queria ser.
O que era, foi eleito pelos fregueses, ia desempenhando o seu cargo de forma pacata, dizendo que sim a tudo o que lhe era solicitado e tentando agradar a toda a população.
O que não era, na verdade era, este sim “governava”, tomava decisões, desempenhava todas as funções, embora não tivesse sido eleito.
O que queria ser limitava-se a ser oposição, pena que nem sempre o foi de forma construtiva.
Certo dia, o Presidente que não era, decidiu responder a questões colocadas ao que era de forma megalómana. Todos os que o conheciam e admiravam a sua humildade perceberam que o Presidente que era, afinal não era.
Assim ficou conhecida A Vila dos três Presidentes”
Será que vamos ver feito em Pedrógão Pequeno, nos próximos quatro anos, o que não vimos nos últimos cinquenta?
Sr. Presidente, nós Pedroguenses que conhecemos toda a sua humildade estamos em crer que tamanha utopia nada tem a ver consigo nem com a sua postura política.
A praia fluvial, a piscina, o ancoradouro, o mega-parque de campismo. Será cada um deles um projecto concretizável?
Todos gostaríamos que sim. Há que reflectir, porque não foram concretizados até agora? Será que é possível concretizar um deles nos próximos quatro anos?
O sonho comanda a vida, mas tem limites, não é de bom grado iludir os Pedroguenses, com promessas que tanto o ouvi criticar.
Ou será que se deu o milagre da multiplicação em Pedrógão Pequeno e contrariamente ao cenário do país, onde ainda penso que pertencemos, os cofres por cá estão recheados?
É verdade, Sr. Presidente, nós temos quase todos os recursos naturais em Pedrógão Pequeno, falta-nos o resto. Não basta prometer é necessário concretizar.
Gostei da sua preocupação com os idosos, afinal são eles a maioria dos habitantes da nossa Freguesia. Não seria conveniente também preocupar-se com os jovens? E as colectividades que tanto dão em proveito da juventude e população pedroguense terão ficado esquecidas para os próximos quatro anos?
Sr. Presidente muito haveria a comentar sobre esta UTOPIA, mas deixe que lhe dê um conselho, embora bem mais novo e não tão presente como gostaria na Freguesia em que tanto me orgulho ter nascido, os pedroguenses já estão a alimentar sonhos há tantos anos, que querem ver trabalho e obra erguida. Não basta o “Programa Aldeias do Xisto”, há que trazer gente, fixar jovens e divulgar PEDRÓGÃO PEQUENO.
FJRei
Apresentação
Este "blogue" será um espaço de partilha de viagens, aventuras, ideias e opiniões...
Vou iniciá-lo com a publicaçao de documentos que fui reunindo e arquivando...
Saudações para todos os visitantes.
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