Malanje aqui vamos NÓS!
Como todas as viagens neste país, longas horas de carro estão pela nossa frente. Dondo torna-se paragem quase obrigatória, nem que seja pela necessidade de abastecer o depósito de combustível. Abastecida a máquina, a fome começava a espreitar, várias voltas à beira rio, mas o cheiro que pairava por aquelas bandas impediu-nos de nos deliciarmos com os petiscos que cada um tinha preparado para esta odisseia. A viagem prosseguiu até que parámos no meio do nada, onde o cheiro era agradável...Ups!!!! Abriu-se a primeira geleira, comem-se as primeiras sandes...E AGORA?!?!?! O saco das sandes de ovo ficou em casa!!!
A Aventura continua... Fogo à beira da estrada, paisagens lindissimas, o contraste da Savana, com o verde muito denso, as estradas degradadas e pontes detruídas seguidas das já recionstruídas, locais não encontrados e lá estávamos nós a caminho do nosso destino. No meio do nada aparece a Policia da Floresta, abrigados numa tenda, que nos faz uma entrevista, pede um cigarro para o fim-de-smana e nos deseja boa viagem. Km's e Km's percorridos, com paragem para que um acidente se resolvesse, quase 6 horas de viagem, estamos a chegar a Malanje... Não encontrámos as "Pedras Negras de Pongo Andongo". Mas a Policia descobriu que nós não tinhamos colete refletor e começa bem a entrada em Malanje... Carta de Condução apreendida e cerca de 3.000Kz de multa. Não podemos deixar a carta e tivemos de arranjar forma de pagar a multa no local. Desta safámo-nos, vamos até ao "Hotel Palácio Regina" descansar e ganhar forças para uma refeição (almoço, lanche, jantar) o que quiserem, mas foi a única de faca e garfo do dia.
Vamos descansar, que bem merecemos...
OS fins-de-semana são curtos, sabe a pouco, está na hora de regressar, levantámos bem cedo para podermos conhecer mais umas maravilhas de Angola, o primeiro destino da manhã foi a Parque Natural da Kangandala, os rápidos do Kwanza e tentar ver a Palanca Negra Gigante. Cerca de 60Km's em terra batida chegámos a Kangandala, para visitar o Parque Natural era necessária a autorização do Administrador, infelizmente ele tinha-se ausentado...Proseguimos em direcção aos rápidos do Kwanza, nesta estrada o cenário mudou completamente. Um Caminho que em tempos tinha-se sido asfaltadtava completamente destruis marcas da guerra eram bem visiveis, blindados destruidos ao longo de todo o percusrso, sinalética alertando para a existência de minas, terminámos a viagem numa ponte destruída, sem possibilidade continuação... Como ao longo de toda a viagem a maioria das pontes foram destruidas pela guerra, a mioria encontra-se em reconstrução com era o caso desta. Só nos resta voltar para trás, fazer mais uma tentativa para visitar o Parque Natural, mas o Administrador teimou em não aparecer. Vamos até Malanje procurar o mercado para comprar um colete reflector, não queremos voltar a ser multados.
Já temos um colete. O Mercado é um amontoado de gente, lixo e barracas, dividido por um curso de àgua onde as crinaças se vão divertindo e paralelo ao caminho de ferro que está a ser reabilitado, em breve será possível chegar a Malanje de comboio.
As outrora conhecidas por Quedas de Àgua Duque de Bragança, são o próximo destino. Saindo de Malanje são mais 60Km's numa estrada muito degradada até lá chegar. Ao longo deste percurso encontrámos várias aldeias, toda a gente nos saudava, sentíamo-nos bem com a alegria daquela gente pelo simples facto de nos ver passar. Parámos para tirar fotografias, visitámos um palhota e até o Soba da aldeia quis ser forografado.
Ainda estávamos longe de Kalandula quando avistámos pela primeira vez o nosso destino, as quedas de àgua... O cenário adivinhava-se divinal. Mais uns KM´s e estávamos nas Quedas de Àgua de Kalandula, as nossas espectativas concretizaram-se, o cenário era um "Benção da Natureza", algo indescritivelmente belo. A Natureza caprichou, o verde denso, a àgua...um arco-iris de outro mundo.
Com muita pena nossa ao fim de algumas horas a complentarmos as quedas de àgua e depois de refrescar os pés naquelas águas limpidas e friaso caminho já se fazia tarde e ainda queriamos encontrar as Pedras Negras de Pongo Andongo.
A caminho de Luanda vamos atentos a todas as indicações, até que finalmente ao fim de algum tempo vimos a indicação que nos levava ao nosso próximo destino.
Mais uma vez vamos fazer um desvio, ninguém tem vontade de voltar à confusão de Luanda, percorremos cerca de 40Km's, desta vez por uma estrada com muito bom piso, quando se começaram a avistar os primeiros vestigios da formação rochosa, no meio de planicies, como se o solo tivesse sofrido uma erupção naquele local. Passeámos ao longo das pedras e começou a anoitecer. Está na hora de nos pormos a caminho.
Já era de noite a fome começou a apertar e o Toyota V8 precisava de gasolina, N'Dalatando é a próxima paragem para reabastecimento. Reabastecido o carrro, faltamos nós... Um Hotel é sempre um sitio seguro, este era novo e com muito bom aspecto...O Buffet estava delicioso, barriguinhas cheias continuamos a viagem, mais uma vez com paragem obrigatória no Dondo para mais uns litros de gasolina no depósito. Daqui para a frente a estrada é muito perigosa, sorte que encontrámos um jipe que nos serviu de guia e perseguimos até Viana.
E assim termina mais uma viagem em Angola!
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