“Bem-Vindo ao Leve-Leve de São Tomé”, foi assim que fomos recebidos…
A aventura começou em Luanda no aeroporto 4 de Fevereiro. O voo está atrasado. Depois de todas as burocracias passadas chegou a hora do embarque. As malas de todos os passageiros estavam na pista à espera que o proprietário as identificasse e as colocasse no transporte para o porão, as que não fossem identificadas não viajavam.
1h45m de viagem e chegámos a São Tomé. Fomos recebidos de forma simpática. Surpreendeu-nos a amabilidade daquele povo. O lema “Leve-Leve” é-nos transmitido por todos. Tudo muito calmo, sem stress.
O dia de chegada foi para programação das visitas e para aproveitar a piscina do hotel. Depois de tudo organizado, carro alugado e circuitos definidos, nada melhor que uns mergulhos para descontrair.
O primeiro dia de visitas, cerca das 9h30, como combinado, apareceu o carro com motorista, o Martinho que foi o nosso guia ao longo de 3 dias. Vamos começar a nossa aventura pela zona central da Ilha de S. Tomé, Queda de Água de São Nicolau, Jardim Botânico, com visita guiada e explicação para cada uma das plantas existentes, Roça Monte Café, Queda de Água e Roça Bombaim, regresso à cidade com repasto no Restaurante Filomar.
A Construção tipica em São Tomé são casas de Madeira sobre estacas, umas bastante simples, outras mais elabradas.
Iniciámos o dia com uma visita à Cidade, passando de seguida para a Zona Norte, Praia do Governador, Roça Agostinho Neto, com centenas de crianças a correrem e a saudarem-nos, todos eles com um frase que caracteriza todas as crianças São Tomenses "Doce, Doce"... Todos e em todo o lado nos pedem doces, fomos prevenidos e fomos distribuindo rebuçados pelas crianças. Praia das Conchas e Lagoa Azul, com ida até Neves e Almoço em Guadalupe foram os destinos de Sábado.
No Domingo a Zona Sul, por estas bandas a pobreza é bem mais visivel. Clube Santana, Boca do Inferno, Praia Piscina, Praia Jalé e um delicioso almoço confeccionado por João Carlos Silva, na Roça de São João.
Cada uma das Roças visitadas tem o seu encanto... A dimensão versus degradação é o mais impressionante. Um Império abandonado e destruído. As culturas de Café, Cacau e Oleo de Palma deixadas ao abandono...Um Roça era uma pequena Vila com todas as condições, escolas, hospitais, grandes "avenidas", hoje tudo abandonado, com casas ocupadas por dezenas de familias e muito degradadas, ou mesmo abandonadas...
Não há curso de àgua onde não se lave roupa...Cada riacho é um enorme "lavadouro" com dezenas de mulheres e centenas de peças de roupa.
Segunda-Feira, piscina do hotel e passeio a pé, para compra de artesanato e visita á fábrica de chocolate.
A partir de Terça-Feira no sossego do Ilhéu das Rolas, com visita à Linha do Equador, até que na Sexta-Feira tivemos de regressar a Luanda, estavam acabadas as férias.
Terminámos a nossa Aventura com uma viagem de Taxi para o aeroporto... Uma viatura com mais de 20 anos, muito degradada, pintada de amarelo, com um motorista cheio de sentido de humor e confiança na máquina que conduzia. Os vidros não abriam, o AC não estava incluido no pacote de extras da época, os puxadores das portas já se tinham partido e o banco da frente era fixo, não permitia qualquer movimento...
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